quinta-feira, 3 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
EX-VOTOS DO BRASIL NO IV ENECULT
Após termos recebido e avaliado sua proposta de Apresentação de Trabalho com título SANTUÁRIO DO SENHOR DO BOMFIM. SALA DE MILAGRES E MUSEU DOS EX-VOTOS: PATRIMÔNIO CULTURAL, FÉ E INFORMAÇÃO., comunicamos que seu trabalho foi aprovado e fará parte da programação científica do IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura.
Foram inscritos no IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (IV ENECULT) em 2008 mais de 370 trabalhos (com texto integral) para apresentações individuais ou nas mesas coordenadas. Isto é um indicador do crescimento substantivo da produção científico-intelectual no campo dos estudos da cultura no Brasil e, inclusive fora do país, dado que tivemos trabalhos oriundos de outros lugares. Esta ampliação mostra ainda que o ENECULT tem sido capaz de aglutinar de modo crescente os pesquisadores em cultura de todo o Brasil e das mais diferentes áreas de conhecimento. Mas se o aumento tem tais dimensões altamente positivas, ele também acarreta uma gama não desprezível de problemas para a organização do ENECULT, a começar pelo processo cada vez mais competitivo de seleção dos trabalhos, devido à qualidade e a quantidade de trabalhos. A comissão de seleção composta por dez pesquisadores em cultura (Antonio Albino Canelas Rubim, Eneida Leal Cunha, Leandro Colling, Leonardo Boccia, Leonardo Costa, Linda Rubim, Maria Cândida Ferreira de Almeida, Paulo Miguez, Renata Pitombo e Rita de Cássia Aração Matos) utilizou como critérios de seleção, em gradação diferenciada: qualidade dos trabalhos; diversidade de áreas temáticas em cultura e distribuição geográfica de autores e instituições. A comissão resolveu ainda, dado o grande número de textos inscritos, não selecionar os estudos em fase inicial (por exemplo, na etapa de projetos), priorizando os trabalhos que já possuem resultados e contribuições mais desenvolvidas para os estudos da cultura.
por Albino Rubim.
sexta-feira, 21 de março de 2008
APARECIDA-SP, 2 MIL FIÉIS CELEBRAM A PAIXÃO DE CRISTO
Cerca de dois mil católicos estiveram no Morro do Cruzeiro, na cidade de Aparecida, hoje pela manhã, celebrando o feriado da Paixão de Cristo. A penitência, tradicional desde os anos 70, reuniu fiéis da região do Vale do Paraíba e do interior do Estado de São Paulo. Por volta das 4h30 da manhã, os católicos já se concentravam na subida do morro.
A pé, descalços e levando velas, os fiéis percorreram as quatorze estações da Via Sacra, relembrando os sacrifícios de Jesus Cristo antes da crucificação e morte. A dona de casa Maria Helena Bento, de 60 anos, parecia bastante disposta, mesmo subindo com dificuldade. "Antes vinha com minha mãe, que morreu. Agora venho sozinha mesmo e quero vir até quando Deus me der saúde".
A subida do morro demorou cerca de duas horas e ao final os católicos ainda participaram de uma missa, no alto do Morro do Cruzeiro. A peregrinação é uma das mais tradicionais em Aparecida. O Santuário Nacional deve receber cerca de 25 mil católicos durante todo o dia. Amanhã, a programação começa bem cedo, com celebrações a partir das 6 horas até as 22 horas.
Por Simone Menocchi
quinta-feira, 20 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
MUSEU HISTÓRICO ESTÁ INTERDITADO
Fonte: Correio de Sergipe. Aracaju, quinta feira, 21 de fevereiro de 2008
Dentre outras mudanças que devem ser feitas na Praça São Francisco estão a reorganização da fiação, passando-a para subterrânea - que tem início previsto para a próxima semana - e a implantação, de uma iluminação especial que, segundo a engenheira da Dehop, Marilu Campos, aguarda licitação.
Desde 2006 o município de São Cristóvão passa pelo processo de revitalização de monumentos, praças, museus e igrejas, de olho em sua candidatura a Patrimônio Histórico da Humanidade, efetivada em 2007 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As obras, coordenadas pelo Departamento Estadual de Habitação e Obras Públicas (Dehop) e ainda em execução, passam por constantes modificações e, portanto, licitações para a liberação de verbas e aplicação das mudanças. Esse é o motivo da interdição do Museu Histórico, que espera pela liberação de um reforço estrutural, requerido para a finalização de suas obras, que estão previstas ainda para este ano.
Dentre outras mudanças que devem ser feitas na Praça São Francisco estão a reorganização da fiação, passando-a para subterrânea - que tem início previsto para a próxima semana - e a implantação, de uma iluminação especial que, segundo a engenheira da Dehop, Marilu Campos, aguarda licitação."Sem essas obras, o município de São Cristóvão não poderia ser candidato a Patrimônio da Humanidade", afirma. Ainda em andamento, estão as obras de revitalização do Museu Histórico e do Lar Imaculada, ambos localizados na Praça São Francisco.
Apesar do trabalho de recuperação e conservação histórica, observa-se depredação em alguns locais, bem como pichações. São Cristóvão é uma cidade com potencial para receber grande fluxo de turistas, mas a aparente falta de incentivo para tal faz com que isso não aconteça com tanta incidência.
Apesar do trabalho de recuperação e conservação histórica, observa-se depredação em alguns locais, bem como pichações. São Cristóvão é uma cidade com potencial para receber grande fluxo de turistas, mas a aparente falta de incentivo para tal faz com que isso não aconteça com tanta incidência.
Segundo a engenheira da Dehop, o município de Laranjeiras também está recebendo o mesmo tipo de investimento. Segundo ela, as obras de revitalização do Casarão do Oitão e da igreja Matriz estão em processo de conclusão. Já na próxima semana, deve-se dar início a uma nova etapa de obras que formarão o novo campus universitário da Universidade Federal de Sergipe.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
ERWIN PANOFSKY E A ICONOGRAFIA
Sobre Erwin Panofsky e a Iconografia.
Em ensaio de 1930, em que critica Wolflin, Panofsky diz que “mesmo na descrição mais elementar de uma pintura unem-se dados de conteúdo e dados formais”.
Em ensaio de 1930, em que critica Wolflin, Panofsky diz que “mesmo na descrição mais elementar de uma pintura unem-se dados de conteúdo e dados formais”.
Ao indicar a impossibilidade de uma leitura puramente formal, Panofsky aflora o problema da ambigüidade da imagem. Questão que mais tarde voltará a ser abordada por Gombrich.
Utilizando-se da imagem da Ressurreição do Cristo de Mathias Grünewald, Panofsky propõe três camadas a serem abordadas pelo pesquisador.
No seu livro Significado nas Artes Visuais, Panofsky define distingue iconografia de iconologia.
Iconografia tem seu sufixo vindo do verbo grego graphein, “escrever”. Assim sendo, implica um método de proceder puramente descritivo, ou até mesmo estatístico. A iconografia é, portanto, a descrição e classificação das imagens. É um estudo que nos informa, por exemplo, quando e onde temas específicos foram visualizados por quais motivos específicos. Diz-no quando e onde o Cristo crucificado usava uma tanga ou uma veste comprida; quando e onde ele foi pregado à cruz, e com quantos cravos; como vício e virtude foram representados nos diferentes séculos e ambientes. Ao fazer este trabalho, a iconografia torna-se um instrumento fundamental para o estabelecimento de datas, origens e, às vezes, autenticidade, além de fornecer as bases necessárias para interpretações posteriores.
Tais interpretações posteriores, para Panofsky, fica a cargo da iconologia. Se o sufixo “grafia” denota algo descritivo, o sufixo “logia” – derivado de logos, quer dizer “pensamento” – denota algo interpretativo. Assim, iconologia é, portanto, um método de interpretação, advindo da síntese mais do que da análise.
A análise iconológica, segundo Panofsky, é constituída de três etapas, a saber:
1 – Primeiro momento, denominado pré-iconográfico ou fenomenológico, que tem como função a identificação e enumeração das formas puras reconhecidas como portadoras de significados, ou seja, o mundo dos motivos artísticos. Segundo Wölfflin, análise formal é uma análise de motivos e combinações de motivos (composições).
2 – Segundo momento, chamado de iconográfico, diz respeito ao estatuto, ou seja, ao domínio daquilo que identificamos como imagens, histórias e alegorias. Ex: uma figura com uma faca representa São Bartolomeu, um grupo de figuras sentadas a uma mesa de jantar numa certa disposição e pose representa a Última Ceia.
3 – Terceiro momento, identificado como camada da essência, ou significado intrínseco ou conteúdo, é dado pela determinação dos princípios subjacentes que revelam a atitude básica de uma nação, de um período, classe social, crença religiosa ou filosófica – qualificados por uma personalidade e condensados numa obra. O pesquisador, para tanto, deverá investigar outros documentos que testemunhem as tendências políticas, poéticas, religiosas, filosóficas e sociais da personalidade, período ou país sob investigação.
Ao conceber assim as formas puras, os motivos, imagens, histórias e alegorias como manifestações de princípios básicos e gerais, Panofsky propõe a interpretação de todos esses elementos como sendo o que Ernst Cassirer chamou de valores simbólicos. A descoberta e interpretação desses valores simbólicos é objeto da iconologia.
Porém, em qualquer camada que nos movamos, nossas identificações e interpretações dependerão de nosso equipamento subjetivo e por essa mesma razão terão de ser suplementados e corrigidos por uma compreensão dos processos históricos cuja soma total pode denominar-se tradição.
Quando descrevemos um grupo de treze homens sentados numa certa disposição e pose num ambiente específico, estamos localizando o que Panofsky chama de localização dos motivos e composições (aspectos formais), ou momento pré-iconográfico.
Quando afirmamos que tal descrição representa a última ceia, via conhecimento do texto do apóstolo João 13:21, estamos abordando tal imagem do ponto de vista iconográfico. Nos dois primeiros momentos, trabalhamos somente com as questões intrínsecas da obra. Quando compreendemos tal pintura como um documento da personalidade de Leonardo, ou da civilização da Alta Renascença italiana, ou de uma atitude religiosa particular, tratamos a obra de arte como um sintoma de algo mais que se Expressa numa variedade de outros sintomas.
Quadro representando mulher com uma espada na mão esquerda e uma travessa na mão direita com uma cabeça foi publicada como sendo o retrato de Salomé com a cabeça de São João Batista.
Tal afirmação baseia-se num dado iconográfico: Bíblia – Matheus 14, 1-12.
Também na Bíblia aparece outra mulher com tais características: Judite degolando Holofernes com as próprias mãos e depositando sua cabeça em um saco (Judit 16, 9-11).
A questão é: não há referência de espadas nos relatos acerca de Salomé, nem bandejas nos relados sobre Judite.
A questão é: não há referência de espadas nos relatos acerca de Salomé, nem bandejas nos relados sobre Judite.
Temos dois textos literários aplicáveis à mesma obra. Para Panofsky, estaríamos perdidos se dependêssemos somente de fontes literárias.
Passa-se a investigar a maneira pela qual, sob condições históricas, objetos e fatos eram expressos pelas formas, ou seja, a história dos estilos. Da mesma maneira, investiga-se a maneira pelo qual, sob diferentes condições históricas, temas específicos eram expressos por objetos e fatos, ou seja, a história dos tipos.
Várias pinturas do século XVI representam Judite com uma travessa. Havia um “tipo” de “Judite com a travessa”. Porém não havia um “tipo” de “Salomé com a espada”. Daí pode-se concluir que também a obra de Maffei representa Judite e não, como se chegou a pensar, Salomé.
Iconografia
Iconografia
Do grego, eikôn, imagem, retrato, e graphô, escrita. Adotado como cultismo para aludir à arte da pintura ou desenho de retratos, nas Notas Tironianas (485). Em seiscentos era aplicado em Itália às colações de retratos de personalidades célebres. Atualmente abrange um leque mais vasto de representações figuradas: indivíduos, monumentos, sítios, símbolos, etc.
Iconologia
Iconologia
Do grego, eikôn, imagem, retrato, e logos, palavra, discurso. Termo usado por Platão com o significado de linguagem figurada. Volta a ocorrer somente em 1593 já como cultismo grego italianizado, para titular o tratado de alegorias, ou Verdadeira descrição das imagens universais, de Cesare Ripa. O conceito será retomado pelos sucessivos editores da obra, nomeadamente por Jean Baudoin (1636), Juan Bautista Boudard (Parma, 1759), Cesar Orlandi (Perúgia, 1764), etc., para quem designa a representação de faculdades da alma, virtudes, disposições psíquicas, artes e ciências. No ano de 1927, Emile Mâle considera a iconologia auxiliar indispensável da iconografia para bem interpretar o significado da obra artística. Posteriormente, em 1939, Erwin Panofsky usará o termo para denominar o estudo cultural da obra de arte, como testemunho de uma civilização, um método esboçado por Aby Warburg em 1912 e orientado para a decodificação e análise dos significados conceptuais que a obra de arte encerra, o qual se ocupa do seu significado derradeiro (filosófico ou conceptual, histórico, social, etc.). Constitui hoje em dia uma via de acesso fundamental ao fenômeno estético, complementando os resultados de investigações de base positivista, formalista ou sociológica e apresentando-se, concomitantemente, como o instrumento mais adequado para lograr a inserção da arte no lugar que legitimamente lhe cabe no seio da história geral da cultura.
By claudius, 2005
By claudius, 2005
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
SANTUÁRIO RECEBEU 210 MIL MENSAGENS PARA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
In: Boletim Informativo 17/2008, de 12 de Fevereiro de 2008, 15h00
Santuário recebeu 210 mil mensagens para Nossa Senhora de Fátima
Durante o ano de 2007 foram entregues ao Santuário de Fátima 210.133 mensagens dedicadas a Nossa Senhora de Fátima. Algumas são pedidos de oração e outras são mensagens de agradecimento por graça concedida. Em algumas delas, os devotos entenderam juntar uma ou mais fotos, num total de 7.195 fotos recebidas.
As mensagens para Nossa Senhora chegam ao Santuário por diversas formas: via Internet, para o endereço de correio electrónico pedidos@santuario-fatima.pt, por correio, são entregues nas recepções e outros locais de atendimento ao público do Santuário, e outras são colocadas directamente na Capelinha das Aparições.
Apenas as que são deixadas directamente na Capelinha não são lidas. As outras são entregues às religiosas responsáveis que as levam até à Capelinha para que sejam colocadas junto da peanha onde está a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Quando é solicitada ou quando se entende que a pessoa necessita de uma palavra é enviada uma mensagem resposta.
Em termos de idiomas, a maioria das mensagens é escrita em Inglês, logo seguidas daquelas que são escritas em Português.
Mensagens recebidas em 2007, por idioma:
Santuário recebeu 210 mil mensagens para Nossa Senhora de Fátima
Durante o ano de 2007 foram entregues ao Santuário de Fátima 210.133 mensagens dedicadas a Nossa Senhora de Fátima. Algumas são pedidos de oração e outras são mensagens de agradecimento por graça concedida. Em algumas delas, os devotos entenderam juntar uma ou mais fotos, num total de 7.195 fotos recebidas.
As mensagens para Nossa Senhora chegam ao Santuário por diversas formas: via Internet, para o endereço de correio electrónico pedidos@santuario-fatima.pt, por correio, são entregues nas recepções e outros locais de atendimento ao público do Santuário, e outras são colocadas directamente na Capelinha das Aparições.
Apenas as que são deixadas directamente na Capelinha não são lidas. As outras são entregues às religiosas responsáveis que as levam até à Capelinha para que sejam colocadas junto da peanha onde está a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Quando é solicitada ou quando se entende que a pessoa necessita de uma palavra é enviada uma mensagem resposta.
Em termos de idiomas, a maioria das mensagens é escrita em Inglês, logo seguidas daquelas que são escritas em Português.
Mensagens recebidas em 2007, por idioma:
Português:45.441
Inglês: 104.856
Francês: 3.882
Italiano: 13.231
Espanhol: 19.446
Outras Línguas: 23.277
Mensagens recebidas em anos anteriores:
Ano 2004246.085
Ano 2005163.571
Ano 2006121.971
Outras informações estatísticas relativas ao ano de 2007 encontram-se disponíveis na página oficial do Santuário na Internet: http://www.santuario-fatima.pt/
LeopolDina Simões
Inglês: 104.856
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Italiano: 13.231
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Ano 2005163.571
Ano 2006121.971
Outras informações estatísticas relativas ao ano de 2007 encontram-se disponíveis na página oficial do Santuário na Internet: http://www.santuario-fatima.pt/
LeopolDina Simões
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
NOVA BOLSISTA NO PROJETO
A assistente Silvia Regina finalizou a etapa de pesquisa tipológica dos ex-votos, dando lugar à nova bolsista, Maria Cecília, que atuará especificamente na área técnicada criação digital, já que o projeto avança para a fase do webdesign para a construção do Museu Digital. A nova assistente é estudante de Desenho Industrial da Universidade do Estado da Bahia, UNEB. Já formada em Desenho, pela UFBA, terá a missão de editar fotos, vídeos e textos que estarão no Museu Digital dos Ex-votos.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
SEMINÁRIO ESTUDANTIL DE PESQUISA
O projeto apresentou um banner no XII Seminário Estudantil de Pesquisa da UFBA.
A bolsista Paula Andrade, do Projeto Museu da Imagem, da UFBA, e o Banner
Jancy, bolsista do Projeto Museu Digital dos Ex-votos, do Sistema Permanecer.
Estudantes observando o banner.
A bolsista Paula Andrade, do Projeto Museu da Imagem, da UFBA, e o Banner
Jancy, bolsista do Projeto Museu Digital dos Ex-votos, do Sistema Permanecer.
Estudantes observando o banner.sexta-feira, 9 de novembro de 2007
BANNER NO SEMINÁRIO DE PESQUISA
Gente,
Finalizamos mais uma etapa, e boa, do nosso projeto. Vamos nos encontrar na terça, no Colegiado de Museologia, às 9H, para fazermos uma reflexão e debater a tarefa bem desenvolvida por você e com a grande ajuda da minha amiga - agora também de vocês - Velda.
Segue abaixo o e-mail que ela enviou para mim. Assim se faz a vida. Num grande projeto como o nosso termos o carinho, a aproximação e pessoas ótimas, como vocês e Velda.
PS. Postarei a imagem quando Paula enviar, no blog. Segue com cópia para Velda.
Vitória.
Abração
Cláudio.
Finalizamos mais uma etapa, e boa, do nosso projeto. Vamos nos encontrar na terça, no Colegiado de Museologia, às 9H, para fazermos uma reflexão e debater a tarefa bem desenvolvida por você e com a grande ajuda da minha amiga - agora também de vocês - Velda.
Segue abaixo o e-mail que ela enviou para mim. Assim se faz a vida. Num grande projeto como o nosso termos o carinho, a aproximação e pessoas ótimas, como vocês e Velda.
PS. Postarei a imagem quando Paula enviar, no blog. Segue com cópia para Velda.
Vitória.
Abração
Cláudio.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
MUSEU DOS EX-VOTOS PEDE SOCORRO
Por Flávia Martins. Redação. In: CINFORM. Aracaju (SE) 17 a 23 de setembro de 2007. ano XXV. Edição 1275. Cultura e Variedades. cultura@cinform.com.br Ir à bucólica São Cristóvão é nunca perder a viagem, mas se o propósito do visitante for conhecer o Museu dos Ex-Votos, o melhor émudar a rota e os planos. Por medida de segurança, o frei João José Costa, 49 anos, decidiu proibir a visitação ao local depois do acidente com a auxiliar de serviços gerais Maria Nivalda Santos de Santana, 56. Ela fazia a limpeza do chão quando uma das peças deixadas por fiéis em gratidão a Nosso Senhor dos Passos por uma graça alcançada despencou do teto e lhe atingiu a cabeça.
"A retirada, de forma emergencial, foi para preservar a vida das pessoas que por ali se locomoviam. Nós seríamos responsabilizados se uma peça caísse novamente na cabeça de alguém. Agora todas as peças estão guardadas para serem tratadas e, em seguida, recolocadas", explica o clérigo. "Eu mesma dizia: um dia isso aí ainda vai cair na cabeça de um. Parece praga: devo ser a mais pecadora da igreja", brinca dona Nivalda, que ainda exibe os três pontos do corte feito pela peça despencada.
Esta é a primeira vez, porém, que o Museu dos Ex- Votos, criado em 1990, é fechado ao público. Ainda bem que a época de maior visitação ao lugar coincide com o período da festa em louvor a Nosso Senhor dos Passos: segundo fim de semana da Quaresma. "Esse é o período em que o museu é mais freqüentado. Além daqueles que vêm pagar as suas promessas, tem aqueles que vêm também rever o seu exvoto e os que vêm à festa pela questão devocional", diz a secretária Epifània Pinto Fontes, 58 anos, devota declarada do santo.O 'acervo' do Museu dos Ex-Votos guarda uma impressionante quantidade de peças que reproduzem uma parte qualquer do corpo humano, o que gera uma plasticidade ímpar aos visitantes. As pessoas fazem votos pros santos por qualquer tipo de reabilitação e depois reproduzem, em peças de madeiras, os órgãos do corpo que alcançaram a cura e vão depositá-Ios no Museu de São Cristóvão.
PROBLEMA MAIOR Segundo João Costa, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacionaljá estáa par da situação. "A gente está buscando apoio, inclusive, do Iphan para a reestruturação do museu", afirma o frei. O problema maior, como sempre, é a falta de recursos frnanceiros para realizar a revitalização. O clérigo acredita que a conservação estaria garantida se o Museu dos ExVotos fosse, de fato, registrado como tal."Por isso a gente quer dar um passo nesse sentido", acrescenta ele. Longe de querer se lamentar ou ficar de braços cruzados, o frei também já tratou de incumbir arquitetos e museólogos da tarefa de fazer o projeto arquitetônico e orçamentário. Ele, inclusive, arrisca dar algumas sugestões. como transferir o acervo para um espaço maior. Pelo acúmulo de peças, esta uma idéia justa.
Esse espaço seria um salão ao lado da Capela da Ordem Terceira do Carmo, datada de 1739, também conhecida como Carmo Pequeno. "Isso facilitará o acesso dos visitantes e talvez também dê uma visão de conjunto melhor, uma vez que é uma única sala para o museu", explica o religioso.
Entre as medidas mais urgentes está a imunização do acervo, que hoje é formado por cerca de 2 mil peças, as réplicas de partes do corpo humano, entre elas cabeças, pernas, pés, mãos, rins, coração - todas de madeira. As poucas estantes do museu, por exemplo, estão carcomidas por cupins. "A gente pretende ter uma atenção maior com esse espaço com um trabalho de imunização para evitar qualquer prejuízo às peças e, conseqüentemente, também ao prédio, que é de madeira", declara o clérigo, que ainda apela: "Uma vez que o Museu é um patrimônio do povo de Sergipe, e de fé, eu espero que a gente possa contar com o apoio dos devotos".
COMPROVAÇÃO
O ex-voto é a comprova ção da graça recebida. Trata-se de uma crença muito antiga que, pela presença de santos e santas, induz a atribuir essas expressões da cultura popular exclusivamente ao mundo católico. Mas éum erro, segundo a pesquisadora Esther Karwinsky. "Na realidade, são difundidas no mundo inteiro e se encontram desde a Antigüidade entre assírios, egípcios, gregos e romanos", afiI'ma ela, em artigo publicado em coletânea do Encontro Cultural de Laranjeiras de 1993.
Em São Cristóvão, essa tradição está associada à devoção a Nosso Senhor dos Passos. Todos os anos, durante a Quaresma, milhares de pessoas de vários cantos de Sergipe se deslocam ao município em sinal de respeito e fé, levando peças e mais peças, que ajudam a construir a impressionante catedral de ex-votos. "Senhor dos Passos, que é o próprio Cristo, é o santo de devoção de quase todo o povo de Sergipe. De Lagarto, por exemplo, vem uma multidão de gente, muitos, inclusive, vêm a pé", informa o frei João José Costa.
Perguntar a um sancristovense se fazer promessas ainda é um costume cultivado é quase um sacrilégio. “Aqui 90% das pessoas pagam promessa a Nosso Senhor dos Passos", garante a auxiliar de serviços gerais Mana Nivalda, que veste branco ao longo da festa. Mas há quem use roxo, por exemplo, como é o caso da secretária Epifânia Pinto Fontes, que conhece bem o poder do santo. "A minha fé é inabalável. Não tenho palavras para Nosso Senhor dos Passos. Aqui eu acho que até os crentes respeitam", acredita ela.
"Pra quê propaganda maior do que essa? Você está numa situação gravíssima e, de repente, recebe de Deus uma graça especial e a sua vida se transforma, sua saúde melhora. Isso se torna a maior propaganda, principalmente diante de uma nação que é marcada por tantas enfermidades, até diante da deficiência do sistema de saúde que faz com que o povo busque em todos os lugares, e principalmente em Deus, a cura do corpo", diz o frei.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
XIII CONGRESSO BRASILEIRO DE FOLCLORE
Ontem, em Fortaleza, o Projeto se fez presente com uma comunicação. Eis o resumo:
A religião e a arte se fundem à própria crença. Nelas se encontra o sagrado que, materialmente, proporciona vida a objetos representados iconograficamente por figuras, como os santos padroeiros, Jesus Cristo e outros deuses de tantas religiões pelo mundo que tem caráter mitológico.
A religião e a fé conduzem as pessoas aos santuários. Neles, a crença, os ritos a os mitos são fortes, despertam interesses de novos fiéis que perpetuam a tradição das romarias, das rezas, das missas e das desobrigas.
Nessa busca incessante da fé, o ex-voto, se consagra como objeto que, para um conjunto bastante grande de pessoas, sustenta a religiosidade, se afirmando como um dos componentes da crença que fortifica a cada dia, a cada romaria, o Bom Jesus, a Nossa Senhora, o Divino Pai Eterno, o Padim Ciço e outros mensageiros de Deus.
A religião e a fé conduzem as pessoas aos santuários. Neles, a crença, os ritos a os mitos são fortes, despertam interesses de novos fiéis que perpetuam a tradição das romarias, das rezas, das missas e das desobrigas.
Nessa busca incessante da fé, o ex-voto, se consagra como objeto que, para um conjunto bastante grande de pessoas, sustenta a religiosidade, se afirmando como um dos componentes da crença que fortifica a cada dia, a cada romaria, o Bom Jesus, a Nossa Senhora, o Divino Pai Eterno, o Padim Ciço e outros mensageiros de Deus.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
XXX INTERCOM - SANTOS, SP
13h30 às 18h00 NP_FK_01_02 - Sessão de apresentação de trabalho - Unisantos_CDI_SL.316
Sessão 02Coordenador: Osvaldo Meira Trigueiro (UFPB), Expositor: José Cláudio Alves de Oliveira (UFBA), Expositor: Sonia Montaño (Unisinos), Expositor: Frederico Salomé de Oliveira (UFT), Expositor: Aneri Pistolato (UNIMAR), Expositor: Anaelson Leandro de Sousa (UESB), Expositor: Victor Kraide Corte Real (FPM), Expositor: Luiz Adriano Daminello (fcl)
"Ex-votos escritos: a riqueza e a pobreza da gramática e da ortografia nas salas de milagres do Brasil".
O intuito do texto foi (e é) elucidar o Projeto de Pesquisa Ex-votos do Brasil, e em especial a análise sobre os bilhetes e cartas encontrados em salas de milagres dos santuários de Juazeiro do Norte, Aparecida e Trindade. O trabalho parte de dados coletados nas incursões in locus, com teorias pertinentes à Folkcomunicação, buscando situar algumas questões relativas à gramática da escrita e aos suportes, que trazem características marcantes de uma rica tradição popular e religiosa de longa duração, que almeja a relação entre o crente e o ente superior, e que informa ao público em geral as glórias alcançadas.
Palavras-chave: ex-votos, escrita, folkcomunicação, religiosidade, comunicação
Texto completo: http://www.adtevento.com.br/intercom/2007/resumos/R0069-1.pdf
Além do evento, com excelentes trabalhos e trocas de idéias, conteúdos acadêmicos e amizades, fica marcada aqui a alegria de ter feito amizades sadias e ótimas, com pessoas maravilhosas, que em muitos momentos deixaram o lado acadêmico para sorrir, falar da cidade, se perder na linda Santos e ir ao templo da Vila Belmiro, o estádio do Santos.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
SANTA EDWIGES
Descrição de Santa Edwiges, Por Maria de Fátima.
Figura feminina, de pé, base em forma de pilastra, elíptica, tonalidade preta, em ascensão verde aparentando gramado, com elementos geométricos em relevo baixo, em toda sua extensão. Pés calçados, levemente descobertos, com pernas separadas, tendo a esquerda à frente em linha
diagonal, ambas as pernas estão cobertas por uma alva em tonalidade branca, plissada com orla dourada em toda a sua extensão, coberta por um manto de gola em tonalidade preta, drapeado, caindo em toda extensão das costas até à altura dos pés por trás, deixando a parte da frente aberta, mostrando a estola que cai abaixo do joelho, em tonalidade branca, orlada em dourado, com cinco elementos geométricos, circulares, em relevos baixo, enfileirados em linha vertical em tonalidade dourada. Mão direita aberta, levada à altura do seio, carnação rósea; punho coberto pela manga, em tonalidade preta, orlada, trazendo no antebraço um rosário que cai à altura abaixo da cintura, no lado direito; mão esquerda levada à altura do abdômen, trazendo encostado ao corpo um livro fechado, em tonalidades branca e magenta, tendo uma coroa dourada descansada sobre a capa. Cabeça pequena, ovalada, olhos pequenos, abertos, em tonalidades azul e preta; sobrancelhas médias em tonalidade marrom; nariz médio; boca fechada em tonalidade rósea; bochechas salientes róseas; veste mantilha em tonalidade branca cobrindo o longo pescoço, traz sobre a mantilha túnica em tonalidade preta que cai até à altura das costas.
diagonal, ambas as pernas estão cobertas por uma alva em tonalidade branca, plissada com orla dourada em toda a sua extensão, coberta por um manto de gola em tonalidade preta, drapeado, caindo em toda extensão das costas até à altura dos pés por trás, deixando a parte da frente aberta, mostrando a estola que cai abaixo do joelho, em tonalidade branca, orlada em dourado, com cinco elementos geométricos, circulares, em relevos baixo, enfileirados em linha vertical em tonalidade dourada. Mão direita aberta, levada à altura do seio, carnação rósea; punho coberto pela manga, em tonalidade preta, orlada, trazendo no antebraço um rosário que cai à altura abaixo da cintura, no lado direito; mão esquerda levada à altura do abdômen, trazendo encostado ao corpo um livro fechado, em tonalidades branca e magenta, tendo uma coroa dourada descansada sobre a capa. Cabeça pequena, ovalada, olhos pequenos, abertos, em tonalidades azul e preta; sobrancelhas médias em tonalidade marrom; nariz médio; boca fechada em tonalidade rósea; bochechas salientes róseas; veste mantilha em tonalidade branca cobrindo o longo pescoço, traz sobre a mantilha túnica em tonalidade preta que cai até à altura das costas.terça-feira, 21 de agosto de 2007
INSCRIÇÃO DO RESUMO NO XXVI SEMINÁRIO ESTUDANTIL DE PESQUISA - UFBA
TÍTULO DO TRABALHO: EX-VOTOS DO BRASIL
ESTUDANTE: Renilda Santos do Vale / Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (PIBIC - UFBA - FAPESB) - UFBA
ORIENTADOR: José Cláudio Alves de Oliveira / Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - UFBA
RESUMO DO TRABALHO:
O objeto de estudo deste projeto é o ex-voto, testemunho colocado através da desobriga em salas de milagres de santuários católicos, em forma de bilhetes, esculturas, quadros pictóricos, fotografias, mechas de cabelo, enfim uma infinidade de objetos que ficam no espaço denominado “de milagres”.
Este projeto é prosseguimento de uma pesquisa, iniciada em maio de 2006, quando foi aprovado com o título de Ex-votos do Brasil pelo CNPq, Edital nº 61/ 2005, proporcionando apoio em material permanente e da pesquisa de campo nos santuários.
A proposta tem cunho acadêmico, busca sistematizar todo o Banco de Dados Iconográfico (BDI) para apoiar estudos de futuros pesquisadores que por ventura estejam em incursão na graduação e pós-graduação. Esse acervo será disponibilizado no Museu Digital dos Ex-votos, no portal da UFBA, e no pretenso Núcleo de Estudos Ex-votos, ambos na UFBA, que abrigará estudos da História Social e da Arte, Folkcomunicação e Museologia.
O Projeto foi objetivado para a incursão nos seguintes santuários e salas de milagres do Brasil: Nossa Senhora Aparecida, Bom Jesus de Matosinhos, Padre Cícero, São Francisco de Canindé, Trindade, São Judas Tadeu, e Nossa Senhora de Caravaggio. Nesta etapa, colheu dados iconográficos e bibliográficos sobre cada sala de milagres desses santuários e de outros que surgiram no decorrer das incursões, acentuando ainda mais a rica tipologia ex-votiva dos santuários brasileiros, que vai de mechas de cabelos a computadores, passandos por excelentes exemplos da arte, como os escultóricos e os pictóricos, todos representativos da história social, individual e coletiva.
PALAVRAS CHAVE: Ex-votos, documentação, folkcomunicação
TÍTULO DO PROJETO DO ORIENTADOR: Ex-votos do Brasil
sábado, 18 de agosto de 2007
TIPOLOGIA DOS EX-VOTOS EM TRINDADE
Por Bruno Dantas
brunodcarneiro@hotmail.com
Esta é uma pequena tentativa de definir quais são as características básicas presentes nos Ex-votos que possam servir como parâmetro para uma classificação de tipos ou de categorias. A questão tem sido: como classificar os Ex-votos? Alguns estudiosos se prendem a questão artística do objeto estudado, outros dão importância a questão da origem motivacional. Diante da enorme diversidade dos tipos e da grande variedade de materiais empregados na feitura dos mesmos, torna-se importante tentar estabelecer uma tipologia, para que esta sirva como base de estudo para o desenvolvimento do projeto Ex-votos do Brasil.
brunodcarneiro@hotmail.com
Esta é uma pequena tentativa de definir quais são as características básicas presentes nos Ex-votos que possam servir como parâmetro para uma classificação de tipos ou de categorias. A questão tem sido: como classificar os Ex-votos? Alguns estudiosos se prendem a questão artística do objeto estudado, outros dão importância a questão da origem motivacional. Diante da enorme diversidade dos tipos e da grande variedade de materiais empregados na feitura dos mesmos, torna-se importante tentar estabelecer uma tipologia, para que esta sirva como base de estudo para o desenvolvimento do projeto Ex-votos do Brasil.
Dentro da tipologia dos Ex-votos pode-se encontrar de tudo, em todos os tamanhos e dimensões, e a cada dia novos tipos de objetos são deixados nos santuários espalhados pelo Brasil como forma de agradecimento e testemunho da graça alcançada.
No artigo do Prof. Cláudio os Ex-votos são definidos como sendo objetos bi e tridimensionais que são colocados numa igreja, numa capela ou em um cruzeiro, em cumprimento de um voto ou promessa. Sendo assim, além de possuírem propósitos variados (motivacionais), podem assumir qualquer forma, pois seu significado é dado pelo próprio devoto.
No artigo do Prof. Cláudio os Ex-votos são definidos como sendo objetos bi e tridimensionais que são colocados numa igreja, numa capela ou em um cruzeiro, em cumprimento de um voto ou promessa. Sendo assim, além de possuírem propósitos variados (motivacionais), podem assumir qualquer forma, pois seu significado é dado pelo próprio devoto.
Em minha opinião, deveríamos tentar classificar os Ex-votos da mesma forma como classificamos esses mesmos objetos no cotidiano. Acho difícil estabelecer uma tipologia muito específica, devido à subjetividade contida nos objetos, além da infinidade de possibilidades de novas formas de Ex-votos surgirem a cada instante. Seria o caso não dos Ex-votos se submeterem a uma tipologia criada, mas, sim, da tipologia se submeter a os Ex-votos. Melhor dizendo, criar uma tipologia aberta, capaz de alcançar as mudanças que vêm ocorrendo no cotidiano das pessoas, pois estas mudanças refletem diretamente no aparecimento de novas formas de Ex-votos.
Uma das classificações existentes, divide os ex-votos em quatro categorias:
1-Antropomorfos: são os que representam o corpo humano, no todo ou em parte.
Ex: desenhos, pinturas, esculturas e fotografias.
2-Zoomorfos: são as representações de animais.
3-Simples: são os objetos de uso cotidiano e/ou religioso.
4-Especiais ou representativos de valor: são os Ex-votos que, economicamente, têm valor monetário. Também de características orgânicas. Ex: dinheiro, jóias, sacos de feijão, arroz, milho etc.
Devemos criar mais categorias, pois, ao contrário do que parece a primeira vista, isto facilitará o estudo da semiologia dos Ex-votos, na medida em que o acesso aos mesmos se tornará mais rápido. Dentre os Ex-votos estudados até agora, tentei criar uma classificação baseada na funcionalidade dos objetos usados no dia a dia de nossas vidas. Não fiz diferenciação quanto a serem artesanais ou industriais, porque esta variante perpassa por quase todas as tipologias estudadas até agora.
Tipologia dos Ex-votos:
1 – Artístico:
Escultórico: geralmente representando o corpo humano (no todo ou em parte) e também animais. Podem ser esculpidos ou modelados.
Material usado: madeira, barro, gesso e parafina.
Exemplo: cabeças, pernas, mãos, órgãos do corpo, pequenas imagens de animais e pessoas, (maquetes de igrejas e casas), etc.
Pictórico: quadro, pintura em tela com moldura, pintura em madeira e desenhos. Geralmente representando pessoas ou o fato que ocasionou o pedido.
Material usado: diferentes tipos de tintas, telas, papel e madeira.
Exemplo: telas com molduras, pinturas a óleo, quadros, etc.
Fotográfico: são todos os tipos de fotografias deixadas nos Santuários, como forma de testemunho de um pedido ou de um pagamento da graça.
Material usado: fotografia, molduras com vidro.
Exemplos: fotos 3 x 4, fotos grandes dentro de molduras com vidro, pôster, etc.
Forma letrada: são as placas de todos os tipos com inscrições, cartas relatando a graça alcançada, bilhetes, textos dentro de molduras com vidro etc.
Material usado: papel, ferro, bronze, mármore e alumínio.
Exemplo: testemunhos de devoção e agradecimento em inscrições gravadas nas placas, cartas expostas em molduras com vidro, etc.
Instrumentos Musicais: são todos os tipos de instrumentos de música expostos nas salas de milagres dos Santuários.
Material Usado: madeira, náilon, cordas,
Exemplos: violões, órgãos, flautas, etc.
Ourivesaria: jóias, vasos, potes e bandejas de prata.
Material Usado: ouro, prata e aço.
Exemplos: colares, anéis, pulseiras, bandejas, estribos, espadas, etc.
2 – Relacionados à medicina:
Aparelhos Ortopédicos: muletas, botas e coletes ortopédicos, etc.
Material usado: alumínio, ferro, couro e borracha.
Exames médicos: resultados de exames feitos, testemunhando a cura da enfermidade, chapas de radiografias, etc.
Material Usado: papel, chapa de raio X.
Caixas de remédios: diferentes tipos de medicamentos.
3 – Relacionados ao trabalho e ao lazer (urbano e rural):
Máquinas de costurar, máquinas de escrever, computadores, máquinas de calcular, espingardas, máquinas fotográficas, etc.
Material Usado: madeira, aço, ferro, vidro, plástico.
Instrumentos Artesanais: rede de pesca, canoa, gibões, carro-de-boi, máquinas de tear.
Material Usado: madeira, linha, cordas e ossos de animais.
4 – Relacionados aos meios de comunicação:
Telefones, televisões, rádios e aparelhos de som.
Material Usado: madeira, plástico,
5 – Relacionados à indumentária:
Peças de roupas, tais como: camisetas, calças, pares de sapatos, chapéus, botas, conjuntos de terno e calça, vestidos, etc. Além de serem encontrados pedaços de tecido de diversos tamanhos e cores.
Material Usado: couro, tecidos diversos, feltro, palha.
6 – Relacionados a algum tipo de vício:
Maços de cigarros, garrafas de bebidas alcoólicas e baralhos de cartas.
Material Usado: fumo, papel, vidro e bebidas alcoólicas.
7 – Orgânicos:
Mechas de cabelos, sacos de feijão, de arroz e milho.
8 – Utensílios domésticos:
Ferro de passar roupa, panelas, caldeirões, lampiões, etc.
Material usado: ferro, aço, alumínio e vidro.
9 – Relacionados ao uso pessoal:
Óculos, relógios de bolso e de pulso, canetas de diversos tipos, chaves, etc.
Enfim, esta é uma tentativa inicial de estabelecer uma tipologia mais variada e aberta do que as já existentes, para que com isso seja possível criar tipos mais específicos de Ex-votos, facilitando assim o seu estudo.m valor monette.e esentativos de valor: soso.
u em parte. tos surgirts tamanhos e dimens
1-Antropomorfos: são os que representam o corpo humano, no todo ou em parte.
Ex: desenhos, pinturas, esculturas e fotografias.
2-Zoomorfos: são as representações de animais.
3-Simples: são os objetos de uso cotidiano e/ou religioso.
4-Especiais ou representativos de valor: são os Ex-votos que, economicamente, têm valor monetário. Também de características orgânicas. Ex: dinheiro, jóias, sacos de feijão, arroz, milho etc.
Devemos criar mais categorias, pois, ao contrário do que parece a primeira vista, isto facilitará o estudo da semiologia dos Ex-votos, na medida em que o acesso aos mesmos se tornará mais rápido. Dentre os Ex-votos estudados até agora, tentei criar uma classificação baseada na funcionalidade dos objetos usados no dia a dia de nossas vidas. Não fiz diferenciação quanto a serem artesanais ou industriais, porque esta variante perpassa por quase todas as tipologias estudadas até agora.
Tipologia dos Ex-votos:
Escultórico: geralmente representando o corpo humano (no todo ou em parte) e também animais. Podem ser esculpidos ou modelados.
Material usado: madeira, barro, gesso e parafina.
Exemplo: cabeças, pernas, mãos, órgãos do corpo, pequenas imagens de animais e pessoas, (maquetes de igrejas e casas), etc.
Pictórico: quadro, pintura em tela com moldura, pintura em madeira e desenhos. Geralmente representando pessoas ou o fato que ocasionou o pedido.
Material usado: diferentes tipos de tintas, telas, papel e madeira.
Exemplo: telas com molduras, pinturas a óleo, quadros, etc.
Material usado: fotografia, molduras com vidro.
Exemplos: fotos 3 x 4, fotos grandes dentro de molduras com vidro, pôster, etc.
Forma letrada: são as placas de todos os tipos com inscrições, cartas relatando a graça alcançada, bilhetes, textos dentro de molduras com vidro etc.
Material usado: papel, ferro, bronze, mármore e alumínio.
Exemplo: testemunhos de devoção e agradecimento em inscrições gravadas nas placas, cartas expostas em molduras com vidro, etc.
Instrumentos Musicais: são todos os tipos de instrumentos de música expostos nas salas de milagres dos Santuários.
Material Usado: madeira, náilon, cordas,
Exemplos: violões, órgãos, flautas, etc.
Ourivesaria: jóias, vasos, potes e bandejas de prata.
Material Usado: ouro, prata e aço.
Exemplos: colares, anéis, pulseiras, bandejas, estribos, espadas, etc.
2 – Relacionados à medicina:
Aparelhos Ortopédicos: muletas, botas e coletes ortopédicos, etc.
Material usado: alumínio, ferro, couro e borracha.
Exames médicos: resultados de exames feitos, testemunhando a cura da enfermidade, chapas de radiografias, etc.
Material Usado: papel, chapa de raio X.
Caixas de remédios: diferentes tipos de medicamentos.
3 – Relacionados ao trabalho e ao lazer (urbano e rural):
Máquinas de costurar, máquinas de escrever, computadores, máquinas de calcular, espingardas, máquinas fotográficas, etc.
Material Usado: madeira, aço, ferro, vidro, plástico.
Instrumentos Artesanais: rede de pesca, canoa, gibões, carro-de-boi, máquinas de tear.
Material Usado: madeira, linha, cordas e ossos de animais.
Telefones, televisões, rádios e aparelhos de som.
Material Usado: madeira, plástico,
5 – Relacionados à indumentária:
Peças de roupas, tais como: camisetas, calças, pares de sapatos, chapéus, botas, conjuntos de terno e calça, vestidos, etc. Além de serem encontrados pedaços de tecido de diversos tamanhos e cores.
Material Usado: couro, tecidos diversos, feltro, palha.
6 – Relacionados a algum tipo de vício:
Maços de cigarros, garrafas de bebidas alcoólicas e baralhos de cartas.
Material Usado: fumo, papel, vidro e bebidas alcoólicas.
7 – Orgânicos:
Mechas de cabelos, sacos de feijão, de arroz e milho.
8 – Utensílios domésticos:
Ferro de passar roupa, panelas, caldeirões, lampiões, etc.
Material usado: ferro, aço, alumínio e vidro.
9 – Relacionados ao uso pessoal:
Óculos, relógios de bolso e de pulso, canetas de diversos tipos, chaves, etc.
Enfim, esta é uma tentativa inicial de estabelecer uma tipologia mais variada e aberta do que as já existentes, para que com isso seja possível criar tipos mais específicos de Ex-votos, facilitando assim o seu estudo.m valor monette.e esentativos de valor: soso.
u em parte. tos surgirts tamanhos e dimens
terça-feira, 14 de agosto de 2007
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
SANTUÁRIO SÃO JUDAS TADEU: PEREGRINAÇÕES DA FÉ DE BELO HORIZONTE AO RIO DE JANEIRO
Por Silvia Santana
Um dos mais festejados intercessores católicos na cultura popular, São Judas Tadeu, santo das causas desesperadas e impossíveis, têm nos Santuários brasileiros, em especial dos bairros da Graça em Belo Horizonte e o Cosme Velho no Rio de Janeiro, importância pela consagração votiva para propagação da fé. A construção dos templos com a participação comunitária dos fiéis é um dos exemplos mais significativos da difusão missionária.
Um dos mais festejados intercessores católicos na cultura popular, São Judas Tadeu, santo das causas desesperadas e impossíveis, têm nos Santuários brasileiros, em especial dos bairros da Graça em Belo Horizonte e o Cosme Velho no Rio de Janeiro, importância pela consagração votiva para propagação da fé. A construção dos templos com a participação comunitária dos fiéis é um dos exemplos mais significativos da difusão missionária.
O 28 de Outubro é uma data marcante para os devotos do santo nascido na Palestina. Relata-se que neste período foi o momento de maior fervor do evangelizador aos dogmas de Cristo. Transformado em mártir pela igreja católica romana a partir da biografia de Santa Gertrudes, tem surgimento a devoção ao missionário na França e Alemanha no final do século XVIII.
No Brasil, o início do século XX é marcado pela expansão das procissões e segue-se com o soerguimento das edificações. A capela erguida pelos Vicentinos em 1954 faz de Belo Horizonte um centro de peregrinações, posteriormente ampliada com a construção das Capelas do Santíssimo Sacramento e a Penitencial, a Sala de Milagres e o Centro de Apoio São Judas Tadeu.
No Rio de Janeiro o antigo bairro das “Águas Férreas”, famoso pela significativa história local, tem destaque o templo construído em 1938 no Cosme Velho, com seu amplo adro e a gruta nos fundos da igreja, ponto de depósito de ex-votos, como locais de intenso movimento. Padronizadas pela caracterização arquitetônica das cúpulas e a decoração em vitrais do santuário, tem como aspecto revelador o tributo devocional dos peregrinos para a manutenção das práticas religiosas. Existem relatos que as relíquias, restos mortais do santo, encontram-se na Basílica de São Pedro em Roma. Narra-se que alguns dos relicários estão distribuídos nos locais de devoção ao evangelizador.
Assim a participação popular nos centros de religiosidade brasileira através das procissões é mais uma evidência da disseminação dos preceitos da fé e projeção dos Santuários de São Judas Tadeu.
domingo, 29 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
ACIDENTE COM ROMEIROS EM MINAS GERAIS

Por Solange Spigliatti
Disponível em http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2007/07/26/ult4469u8134.jhtm
Dezessete pessoas morreram em acidentes em rodovias de Minas Gerais entre a noite de ontem e madrugada de hoje, segundo informações da polícia rodoviária.
Um ônibus da empresa Xavier Turismo colidiu de frente com um caminhão, na rodovia MG-122, na altura do quilômetro 122, entre as cidades de Janaúba e Porteirinha. Pelo menos 11 pessoas morreram e 23 ficaram feridas.
O ônibus transportava romeiros, que voltavam de Bom Jesus da Lapa (BA) para Chapada do Norte (MG). A carga de cerâmica do caminhão ficou espalhada na pista e o trânsito foi interrompido nos dois sentidos da estrada.
Disponível em http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2007/07/26/ult4469u8134.jhtm
Dezessete pessoas morreram em acidentes em rodovias de Minas Gerais entre a noite de ontem e madrugada de hoje, segundo informações da polícia rodoviária.
Um ônibus da empresa Xavier Turismo colidiu de frente com um caminhão, na rodovia MG-122, na altura do quilômetro 122, entre as cidades de Janaúba e Porteirinha. Pelo menos 11 pessoas morreram e 23 ficaram feridas.
O ônibus transportava romeiros, que voltavam de Bom Jesus da Lapa (BA) para Chapada do Norte (MG). A carga de cerâmica do caminhão ficou espalhada na pista e o trânsito foi interrompido nos dois sentidos da estrada.
terça-feira, 24 de julho de 2007
APOIO PARA IDENTIFICAÇÃO ICONOGRÁFICA - Escultura.
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| N. Sra. Aparecida. Acervo NPE |
Linhas mestras da composição e estilística. Figura de pé ou apoiada em uma perna ou em um objeto. Sentada, onde e como. Ajoelhada. Posição dos braços (trazendo ou não um objeto). Medida da cabeça com relação ao corpo, ou seja: cânone de quantas cabeças. Cabeça voltada para que direção.
2. ROSTO E TRAÇOS FACIAIS
2.1. ROSTOOval (simples, afinado no queixo, arredondado, quadrado, alongado, com morfologia triangular determinada pela barba, modelado). Quadrado. Alongado. Redondo, terminado em ponta.
2.1. ROSTOOval (simples, afinado no queixo, arredondado, quadrado, alongado, com morfologia triangular determinada pela barba, modelado). Quadrado. Alongado. Redondo, terminado em ponta.
2.2. ORELHA. Coberta. Descoberta. Parcialmente coberta. Pequena. Grande. Em forma de abano. Alongada.
2.3. CABELOS. Curtos. Longos. Caindo em cachos naturais. Com mechas. De formato natural ou estilizado. Partidos ao meio. Caindo sobre os ombros. De penteado arredondado. Com coque. Terminando de forma triangular. Encaracolados. Cacheados. De fios marcados ou não. Com calva, usada por monges.
2.4. SOBRANCELHAS. Arqueadas, retas, finas, grossas, ligeiramente arqueadas.
2.5. OLHOS. Pintados ou de vidro, na cor negra, castanha, verde, azul. Brilhantes ou foscos. De formação oriental. Olhar dirigido para baixo ou para cima. Olhos esbugalhados.
2.6. NARIZ. Reto. Fino. Grosso. Afilado. Arrebitado. Narinas alongadas.
2.7. BOCA. Pequena. Normal. Grande. Fechada. Entreaberta. Lábios levantados no canto da boca, esboçando um sorriso, Bem desenhada. Lábios grossos, finos, cheios, carnudos.
2.8. QUEIXO. Fino. Pontudo. Proeminente, com ou sem covinha.
2.9. PESCOÇO. Comprido. Curto. Roliço, bem torneado. Grosso.
2.10. BIGODE E BARBA. Ralo. Espesso. Terminando em ponta, voltada para baixo ou para cima. Barba longa, curta, partida ao meio, trabalhada em mecha ou em fios; com ou sem mechas encaracoladas, cacheadas. Obs.: Quando sem a barba, diz-se imberbe.
2.11. EXPRESSÃO FISIONÔMICA. Alegre. Triste. Contemplativa. Em êxtase. Doce. Plácida. Benevolente. Serena, Resignada, Sofrida.
2.12. CARNAÇÃO. Clara. Escura. Creme-clara. Creme, corada nas faces. Ocre avermelhada. Rósea. Creme-escurecida. Amarelada.
2.13. POSTURA DOS BRAÇOS E MÃOS
2.13.1. Braços separados. Presos ao tórax. Cruzados. Dobrados sobre os ombros em forma de cruz. Inclinados para algum lado. Fletidos simetricamente. Em posição elevada. Caídos. Levantados.
2.13.2. Mãos longas. Curtas. Abertas. Entreabertas. Fechadas. Postas em oração. Com ossos metacarpeanos visíveis. Fechadas segurando ou não um objeto. Dedos roliços. Dedos magros. Dedos flexionados. Atadas uma sobre a outra. Com ou sem covinhas no dorso e unhas definidas. Espalmadas, com dedos abertos ou fechados.
2.14. MEMBROS INFERIORES. Pernas retas paralelas. Perna direita ou esquerda flexionada. De joelhos. Pernas longas ou curtas, uma ereta ou flexionada. Pés calçados. Calçados com sandálias, deixando ou não os dedos aparentes. Com sapatos. Botas de pano curto ou longo. Sapatos fechados ou abertos. Pés descalços.
3. PANEJAMENTO
3.1. TÚNICA. Tipo de gola. Friso dourado ou pintado. Cintada ou não. Com ou sem nó de duas pontas. Cor. Com ou sem drapeado. Longa ou curta. Pregueamento até os pés (ou não). Roçagante. Cintura blusada. Estufada a ouro ou lisa. Descrição da douração e dos ornamentos: fitomorfa naturalista ou estilizada. Cores. Terminada em zig-zag ou friso. Mangas curtas, longas, bufantes. Punho dourado, deixando aparecer veste interna etc.
3.2. HÁBITO
3.2.1. Ordens: carmelita, franciscana, dominicana, beneditina...
3.2.1. Ordens: carmelita, franciscana, dominicana, beneditina...
3.2.2. Tipos de vestes litúrgicas. Cor. Decoração.
3.3. VÉU. É o objeto com que se cobre o rosto ou parte dele. Também denominado de Mantilha de freira. Geralmente movimentado e esvoaçante. Pode ser curto ou longo, com ou sem ondulações.
3.4. MANTO. Preso por broche. Caindo ou não sobre os ombros e braços. Movimento frontal e posterior. Cor e decoração, inclusive do forro.
3.5. ALVAÉ a veste talar de "pano branco", que fica sob o manto.
3.6. ESCAPULÁRIO. É a tira de pano que frades e freiras de algumas ordens usam sobre os ombros, pendente sobre o peito.
3.8. PEANHA. Simples. Chanfrada, com determinada quantidade de lados. Piramidal com determinada quantidade de lados. Aglomerado de nuvens. Composta de globo terrestre envolto em nuvens com ou sem cabeça(s) de anjo(s) disposta(s) de maneira tal. Encimada por almofada com bilros nas extremidades. Baixa octogonal. Faces planas ou inclinadas. Pintura lisa, com ou sem friso dourado. Pintura marmorizada, com determinada cromatização.
4. FIGURAS SECUNDÁRIAS. Tomam-se as medidas e faz-se uma descrição resumida da peça.
5. ATRIBUTOS E OURIVESARIA. Descreve-se o material de que são constituídos (madeira, ouro, prata, marfim, metal...). Em peças elaboradas de ourivesaria, descreve-se a técnica (se batida, puxada, repuxada, cinzelada, gravada) e o tipo de pedras preciosas ou semipreciosas. Estão incluídos nesta classificação: cajados, cruzes, livros, balanças, espadas, palmas, coroas, resplendores, estandartes...
sexta-feira, 20 de julho de 2007
TEXTO PARA O XIII CONGRESSO BRASILEIRO DO FOLCLORE, CE.
Já está disponível o site do 13° Congresso Brasileiro de Folclore, a ser realizado em Fortaleza-Ceará no período de 18 a 22 de setembro de 2007.Participem!!!Informações e inscrições: www.vceventos.com.br/folclore2007Ex-votos do Brasil: Arte e Religiosidade
Palavras-chave: Ex-votos, arte, religiosidade, folkcomunicação
GT: GT01 Religiosidade Popular
Palavras-chave: Ex-votos, arte, religiosidade, folkcomunicação
GT: GT01 Religiosidade Popular
A fé e a religião
Os fenômenos religiosos absorvem três categorias fundamentais: as crenças, os ritos e os mitos. As primeiras, são estados de opinião e consistem de representações simbólicas; as segundas, constituem tipos determinados de ações; e as últimas são a motivação da fé.
Os fenômenos religiosos absorvem três categorias fundamentais: as crenças, os ritos e os mitos. As primeiras, são estados de opinião e consistem de representações simbólicas; as segundas, constituem tipos determinados de ações; e as últimas são a motivação da fé.
Os ex-votos se enquadram de maneira bastante perceptível em cada uma dessas categorias. Diante da crença, eles mantêm a comunicação entre o homem e o padroeiro, refletindo e perpetuando a fé, a existência do sobrenatural potente, capaz de agraciar o fiel.
A religião e a fé conduzem as pessoas aos santuários. Neles, a crença, os ritos a os mitos são fortes, despertam interesses de novos fiéis que perpetuam a tradição das romarias, das rezas, das missas e das desobrigas.
Nessa busca incessante da fé, o ex-voto se consagra como objeto que, para um conjunto bastante grande de pessoas, sustenta a religiosidade, se afirmando como um dos componentes da crença fortificando no Bom Jesus, na Nossa Senhora, no Divino Pai Eterno, no "Padim Ciço".
DEFINIÇÕES PARA SANTUÁRIOS CATÓLICOS.
CAPELA
O conceito de capela referencia a pequena igreja, com apenas um altar, subordinada a uma paróquia; por muitos também chamada ermida, orada, santuário. Dessa variação derivol-se cada um dos locais, em uma igreja, reservados para oração, meditação ou pequenos serviços religiosos, onde fica um altar de santo. É o caso, no MAS-UFBA, dos “nichos” na nave da Igreja de Santa Teresa.
O conceito de capela referencia a pequena igreja, com apenas um altar, subordinada a uma paróquia; por muitos também chamada ermida, orada, santuário. Dessa variação derivol-se cada um dos locais, em uma igreja, reservados para oração, meditação ou pequenos serviços religiosos, onde fica um altar de santo. É o caso, no MAS-UFBA, dos “nichos” na nave da Igreja de Santa Teresa.
As capelas têm suas origens no século XIII, quando o gótico cria os retábulos, que serviriam para rezas, casamentos, batismos dos servos. Assim havia a separação das liturgias com a nobreza. As capelas tinham os seus altares. Os denominados “laterais”.
ERMIDA
Hoje, quando se fala de ermida a referência principal é para uma pequena igreja ou capela em lugar ermo ou fora de uma povoação
Porém, em sua etimologia, o termo define, em latim “eremíta,ae” 'lugar deserto, afastado, o que vive ou fica solitário, nesse lugar'. Daí vem o termo que referencia a 'pequena igreja em lugar ermo', trabalhado pelos gregos como “érémos” ou “erêmos”, ou seja: 'deserto'.
IGREJA
O termo advém do grego ekklésía, que pertencia as 'assembléia por convocação, assembléia do povo ou dos guerreiros, assembléia dos Anfictiões, assembléia de fiéis. Tais reuniões passaram a ter o lugar, a igreja', que, durante a cristandade, passou a ser o ajuntamento dos primeiros cristãos, a comunhão cristã, igreja, templo'. Em termo de arquitetura a igreja passa a ser o espaço destinado a liturgias.
ERMIDA
Hoje, quando se fala de ermida a referência principal é para uma pequena igreja ou capela em lugar ermo ou fora de uma povoação
Porém, em sua etimologia, o termo define, em latim “eremíta,ae” 'lugar deserto, afastado, o que vive ou fica solitário, nesse lugar'. Daí vem o termo que referencia a 'pequena igreja em lugar ermo', trabalhado pelos gregos como “érémos” ou “erêmos”, ou seja: 'deserto'.
IGREJA
O termo advém do grego ekklésía, que pertencia as 'assembléia por convocação, assembléia do povo ou dos guerreiros, assembléia dos Anfictiões, assembléia de fiéis. Tais reuniões passaram a ter o lugar, a igreja', que, durante a cristandade, passou a ser o ajuntamento dos primeiros cristãos, a comunhão cristã, igreja, templo'. Em termo de arquitetura a igreja passa a ser o espaço destinado a liturgias.
BASÍLICA
O termo vem do latim “basilìca,ae” “basílica” e do grego “basilikê”; cuja grafia, no século XV passou a ser “basílica” e no século XV “basillica”. Em termos de arquitetura, a basílica, entre os romanos, foi definida como um edifício público, coberto e retangular, com três naves separadas por colunas, que abrigava mercados, tribunais ou onde se reuniam comerciantes e pessoas ociosas, e no qual, mais tarde, se congregaram os primeiros cristãos. Daí a designação das primeiras igrejas cristãs que conservaram o mesmo plano desse edifício profano.
Hoje o termo está voltado para a Igreja católica que goza, conforme o direito canônico, de certos privilégios: dispor de altar reservado ao papa, ao cardeal ou ao patriarca, e não estar submetida à jurisdição eclesiástica local, o que lhe confere status internacional e símbolo da igreja patriarcal em forma de pálio, que protegia os prelados durante as procissões.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
BOM JESUS DE MATOSINHOS EM MINAS GERAIS: ARTE E DEVOÇÃO
Por Silvia Santana
Apesar das histórias sobre os santos milagreiros em várias localidades, é inquestionável a devoção ao Bom Jesus de Matosinhos em Minas Gerais. Beleza exuberante e de referência do estilo barroco colonial mineiro, o santuário destaca-se pela riqueza artística localizado na colina do Maranhão em Congonhas. Construção erguida no final do século XVIII e inicio do século XIX traz a colaboração de vários artesãos na decoração do templo.
Segundo lenda, a imagem mais antiga do Senhor Bom Jesus remonta da cidade de Matosinhos em Portugal, no século XIII. Conta-se que a primeira estátua esculpida por Nicodemos, testemunha da vida de Cristo, na Palestina, atravessou o Mediterrâneo e foi encontrada na praia da Espinheira por portugueses. Narra-se que a imagem estava sem um dos braços e anos depois foi encontrada por uma criança que obteve um milagre no momento ocorrido.
No Brasil, a devoção ao santo milagreiro acontece no século XVIII, quando o minerador português Feliciano Mendes acometido de grave doença roga ao Bom Jesus para estabelecer a saúde. Com a graça alcançada em cumprimento e devoção ao santo manda erguer um templo em sua homenagem. Tem destaque o adro da basílica com a reprodução dos doze profetas esculpidos por Aleijadinho, o seu atelier, os Passos da Paixão e a decoração interior do santuário. Compõem também o acervo arquitetônico a Capela do Sagrado Coração de Jesus Cristo aonde são encontrados os ex-votos na Sala dos Milagres e as edificações coloniais no decorrer do percurso ao templo. O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é um dos mais belos patrimônios artísticos da Arte Sacra Cristã brasileira. Objetos religiosos esculpidos em pedra-sabão, cedro, dentre outros, atravessam os aspectos singulares da arte e perpetuam as tradições populares de dedicação ao santo milagreiro. História, lenda e arte misturam-se as peculiaridades da devoção ao Bom Jesus de Matosinhos. Ao chegar a Praça da Basílica em Congonhas, peregrinos, pesquisadores e curiosos contemplam ambiente pleno de religiosidade e produção artística do Brasil.
Apesar das histórias sobre os santos milagreiros em várias localidades, é inquestionável a devoção ao Bom Jesus de Matosinhos em Minas Gerais. Beleza exuberante e de referência do estilo barroco colonial mineiro, o santuário destaca-se pela riqueza artística localizado na colina do Maranhão em Congonhas. Construção erguida no final do século XVIII e inicio do século XIX traz a colaboração de vários artesãos na decoração do templo.
Segundo lenda, a imagem mais antiga do Senhor Bom Jesus remonta da cidade de Matosinhos em Portugal, no século XIII. Conta-se que a primeira estátua esculpida por Nicodemos, testemunha da vida de Cristo, na Palestina, atravessou o Mediterrâneo e foi encontrada na praia da Espinheira por portugueses. Narra-se que a imagem estava sem um dos braços e anos depois foi encontrada por uma criança que obteve um milagre no momento ocorrido.
No Brasil, a devoção ao santo milagreiro acontece no século XVIII, quando o minerador português Feliciano Mendes acometido de grave doença roga ao Bom Jesus para estabelecer a saúde. Com a graça alcançada em cumprimento e devoção ao santo manda erguer um templo em sua homenagem. Tem destaque o adro da basílica com a reprodução dos doze profetas esculpidos por Aleijadinho, o seu atelier, os Passos da Paixão e a decoração interior do santuário. Compõem também o acervo arquitetônico a Capela do Sagrado Coração de Jesus Cristo aonde são encontrados os ex-votos na Sala dos Milagres e as edificações coloniais no decorrer do percurso ao templo. O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é um dos mais belos patrimônios artísticos da Arte Sacra Cristã brasileira. Objetos religiosos esculpidos em pedra-sabão, cedro, dentre outros, atravessam os aspectos singulares da arte e perpetuam as tradições populares de dedicação ao santo milagreiro. História, lenda e arte misturam-se as peculiaridades da devoção ao Bom Jesus de Matosinhos. Ao chegar a Praça da Basílica em Congonhas, peregrinos, pesquisadores e curiosos contemplam ambiente pleno de religiosidade e produção artística do Brasil.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
AS DUAS PENHAS
SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA PENHA -RIO DE JANEIRO
Por Bruno Dantas
Para quem chega ao Rio de Janeiro, quer pela Avenida Brasil ou pela linha vermelha, é impossível não ver, no alto de um enorme penhasco, o Santuário de Nossa Senhora da Penha. Localizado em uma enorme e belíssima área verde, logo na entrada da cidade, no bairro da Freguesia de Irajá, o Santuário é considerado um dos principais monumentos religiosos do Estado.
Sua origem remonta ao início do século XVII, por volta de 1635, quando o Capitão Baltazar de Abreu Cardoso, que era o proprietário de toda a área no entorno do atual Santuário, mandou construir no alto do penhasco uma pequena capela, onde colocou uma imagem de Nossa Senhora, em agradecimento por uma graça recebida. Conta a lenda que um dia passeando por suas terras, o Capitão se deparou, ao pé do penhasco, com uma enorme serpente, pronta para atacá-lo. O Capitão era devoto de Nossa Senhora e pediu sua ajuda, surgindo nesse preciso momento um lagarto inimigo das serpentes, travando-se uma luta mortífera entre os dois animais, possibilitando a fuga do capitão. Assim, reconhecendo que foi salvo graças ao pedido de proteção a Virgem Mãe, mandou edificar a capela.
O Santuário da Penha conta com uma grande infra-estrutura para acolher todos os fiéis, romeiros ou mesmo simples turistas, que visitam o local em grande número durante o ano inteiro. Além da igreja no alto do penhasco, fazem parte do conjunto mais uma igreja, uma lanchonete, sanitários, uma loja de artigos religiosos, um museu, Sala dos Milagres, infelizmente aberta junto com o museu somente aos domingos, e uma concha acústica para eventos.
Para aqueles que não desejam subir os 382 degraus da escadaria principal, o acesso pode ser feito através de um novíssimo bondinho teleférico, com capacidade para transportar cerca de 500 pessoas por hora.
CONVENTO DE NOSSA SENHORA DA PENHA – ESPÍRITO SANTO
O Convento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, é um dos santuários mais antigos do Brasil e uma das mais belas obras arquitetônicas do período colonial, sendo o mais notável monumento religioso do Estado do Espírito Santo. Situado no alto de um morro de 154 metros de altura, no bairro da Prainha, o Convento tem uma vista deslumbrante, tendo de um lado a cidade de Vila Velha e do outro a cidade de Vitória, com o oceano Atlântico ao fundo.
A origem do Convento da Penha data de 1558, ano da chegada em Vila Velha do Frei Pedro Palácios, frei franciscano espanhol, que veio para o Brasil com os portugueses. Frei Pedro não construiu propriamente o convento, no início morava numa gruta, ao pé do morro. Pouco tempo depois, edificou uma ermitã dedicada a São Francisco de Assis num largo, em cima do morro, ao pé de uma rocha, onde colocou um painel de Nossa Senhora dos Prazeres que trouxe de Portugal. Em 1568, Frei Pedro mandou edificar uma capela no cume da rocha, onde colocou no altar uma imagem de Nossa Senhora da Penha, encomendada de Portugal. Esta capela foi o embrião do atual convento, sendo ampliada e reformada até se tornar o monumento que é hoje. Em 1644, construíram o corpo da Igreja, transformando a capela existente em capela-mor e no ano de 1651 deu-se início à construção do convento.
O Convento da Penha é a parte principal de um conjunto formado pela Ladeira das Sete Voltas (ou Ladeira da Penitência), Capela de São Francisco, gruta de Frei Pedro Palácios, oratório de Nossa Senhora da Penha, pelas ruínas das casas dos escravos, pelo Museu, Sala dos Milagres, além de contar com lanchonete e loja de lembranças de artigos religiosos em geral. A função do convento continua sendo religiosa, mantendo-se a celebração de missas, mas o Santuário recebe também grande número de romeiros e turistas o ano inteiro.
terça-feira, 10 de julho de 2007
PARTICIPAÇÃO NO VII CINFORM, em Salvador
O VII CINFORM aconteceu em Salvador - Bahia 04 a 06 de Junho de 2007. Não falo dos ex-votos, no artigo, porém, menciono o Museu Digital dos Ex-votos, que faz parte do Projeto Ex-votos do Brasil.
O texto está na íntegra no
Resumo: O artigo reflete sobre os museus virtuais diante da apresentação dos objetos dos seus acervos. O texto também tece uma comparação entre museus tradicionais e museus virtuais no que se refere ao sistema de documentação, responsável pelas informações dos objetos do museu. Em seu desenvolvimento analisa a qualidade e quantidade de informações que os museus na Internet disponibilizam para a investigação científica. Reflete também sobre os “catálogos museológicos on-line”, meras páginas divulgadoras de museus; os Cibermuseus (CM), criados para funcionar propriamente no ciberespaço, disponibilizando 100% dos seus acervos para qualquer nível de pesquisa; e os Museus Digitais (MD), conceituados como aqueles de interfaces com os Museus Presenciais (MP), sem a totalidade dos seus acervos na rede, disponibilizando pequena porcentagem de informação. A base teórica advém das teorias de Niklas Luhmann, no campo da informação, e Pierre Lévy, na cibercultura e do ciberespaço.
PARTICIPAÇÃO NO IX INTERCOM-NE, em Salvador
EX-VOTOS DO BRASIL: A GRAMÁTICA E A ORTOGRAFIA NOS BILHETES E NAS CARTAS EX-VOTIVAS.
Este foi o título do artigo e da comunicação feita no IX INTERCOM-NE, que aconteceu em Salvador, Bahia, entre os dias 7-9 de Junho de 2007.
O intuito do artigo é analisar alguns aspectos folkcomunicacionais, dos ex-votos, em especial os bilhetes, encontrados em salas de milagres dos santuários de Juazeiro do Norte, Aparecida e Trindade. O trabalho parte de dados coletados no Projeto Ex-votos do Brasil, in locus, com teorias pertinentes em Comunicação e Cultura Popular. Busca-se situar algumas questões relativas à gramática da escrita e aos suportes, que trazem características marcantes de uma rica tradição latina de longa duração, que almeja a relação entre o crente e o ente superior.
Este foi o título do artigo e da comunicação feita no IX INTERCOM-NE, que aconteceu em Salvador, Bahia, entre os dias 7-9 de Junho de 2007.
O intuito do artigo é analisar alguns aspectos folkcomunicacionais, dos ex-votos, em especial os bilhetes, encontrados em salas de milagres dos santuários de Juazeiro do Norte, Aparecida e Trindade. O trabalho parte de dados coletados no Projeto Ex-votos do Brasil, in locus, com teorias pertinentes em Comunicação e Cultura Popular. Busca-se situar algumas questões relativas à gramática da escrita e aos suportes, que trazem características marcantes de uma rica tradição latina de longa duração, que almeja a relação entre o crente e o ente superior.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
TEXTO E COMUNICAÇÃO NA XXX INTERCOM
Ex-votos escritos: a riqueza e a pobreza da gramática e da ortografia nas salas de milagres do Brasil.
Este é o título do texto que será apresentado na INTERCOM. O intuito do texto é elucidar o Projeto de Pesquisa Ex-votos do Brasil, e em especial a análise sobre os bilhetes e cartas encontrados em salas de milagres dos santuários de Juazeiro do Norte, Aparecida e Trindade. O trabalho parte de dados coletados nas incursões in locus, com teorias pertinentes à Folkcomunicação, buscando situar algumas questões relativas à gramática da escrita e aos suportes, que trazem características marcantes de uma rica tradição popular e religiosa de longa duração, que almeja a relação entre o crente e o ente superior, e que informa ao público em geral as glórias alcançadas.
Este é o título do texto que será apresentado na INTERCOM. O intuito do texto é elucidar o Projeto de Pesquisa Ex-votos do Brasil, e em especial a análise sobre os bilhetes e cartas encontrados em salas de milagres dos santuários de Juazeiro do Norte, Aparecida e Trindade. O trabalho parte de dados coletados nas incursões in locus, com teorias pertinentes à Folkcomunicação, buscando situar algumas questões relativas à gramática da escrita e aos suportes, que trazem características marcantes de uma rica tradição popular e religiosa de longa duração, que almeja a relação entre o crente e o ente superior, e que informa ao público em geral as glórias alcançadas.
Intercom 2007XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 29 de agosto a 2 de setembro, em Santos, SP.
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