quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sala de Milagres de São Cristóvão em Aracaju


Cidade de São Cristóvão foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 23 de janeiro de 1967, tendo sido inscrita no livro de tombo arqueológico, etnográfico e paisagístico, enquanto que, em nível estadual já havia sido elevada a categoria de Cidade Histórica pelo Decreto-lei nº. 94 de 22 de junho de 1938, do Governador-Interventor Eronildes Ferreira de Carvalho.
Os principais edifícios históricos do centro de São Cristóvão, a cidade alta, possuem acautelamento governamental, ou seja, tombamento. A Igreja e Convento de São Cruz, ou de São Francisco, e onde também funciona o Museu de Arte Sacra, é o primeiro monumento tombado no Estado de Sergipe pelo IPHAN em 1941 Igreja Matriz de Nossa Senhora das Vitórias, Igreja do Rosário dos Homens Pretos e o Conjunto Carmelita (que conta com a Igreja e Convento do Carmo, e a Igreja da Ordem Terceira que é mais conhecida como Igreja de Nosso Senhor dos Passos) em 1943, sendo esse último citado o local onde se encontra o museu e santuário dos ex-votos. Ainda naquele ano são tombados os sobrados de Balcão Corrido da Praça da Matriz, o da Praça de São Francisco e o da Rua Messias Prado. Em 1944, a Igreja e Antiga Santa Casa de Misericórdia, que hoje é o Lar Imaculada Conceição. E em 1962, a Igreja do Amparo dos Homens Pardos.
Em Agosto de 2010 o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) anunciou, em Brasília, que a praça São Francisco, em São Cristóvão (SE), é o mais novo patrimônio cultural da humanidade
O projeto não se fez de rogado, e após 2 anos voltou ao local para atualização do banco de dados. A disposição dos objetos na sala (museu) não foi muito alterada, apenas algumas modificações foram notadas. Também a inserção de novos objetos ex-votivos. Firmando assim a efemeridade ex-votiva, e a constante retratação de graças alcançadas por fiéis e devotos que vão ao local para depositar seu agradecimento.

Portal de entrada e saída da cidade

Igreja de Bom Jesus dos Passos, local  onde está localizada
 a sala de milagres e museu dos ex-votos.

Vista panorâmica da sala

Visão geral a partir da porta com
grades que dá para  praça.

Teto, predominância dos ex-votos de madeira
e  alguns de pedras, os tonalidades verdes,
creme e alaranjados.
Vista panorâmica.
Ex-votos em parafina com bilhete de agradecimento.
Mesa com ex-votos variados em exposição:
Imagens de santos, brinquedos, cabeças em gesso,
membros em madeira barro, cimento, madeira,
coroa de espinhos, fitas de cetim.
Imagem de Santos em forma de agradecimentos.

Cruzes que foram depositadas na sala 
após peregrinação que acontece posterior 
a semana santa.

Cabeça feminina em gesso.
Brinquedo ex-votivos


Cabeça em barro

órgão in natura, colocado pós procedimento cirurgico






























terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Carderno 2 mais do Jornal A Tarde, traz reportagem Cultura da fé com estudioso do tema ex-votos

    Cultura da fé 

     O professor José Cláudio Alves de Oliveira, pesquisador do tema ex-votos, e coordenador do projeto Ex-votos das Américas, realizou entrevista ao Jornal a Tarde, no caderno 2+mais. 
     Abaixo a reportagem feita por Daniela Castro do grupo A Tarde.  

     O pesquisador, que coordena o projeto Ex-votos das Américas, acaba de chegar de viagemà Costa Rica. Na última sexta-feira, o pesquisador José Cláudio Alves de Oliveira chegou de uma viagem de estudos à Costa Rica, direto para uma entrevista na Colina Sagrada. Na bagagem, nos trouxe suas impressões sobre o santuário de Nossa Senhora dos Anjos, em Cartago, e uma constatação – seja onde for, a fé, Para além da religião,é um traço cultural. O tema vem à tona às vésperas de mais uma Lavagem do Bomfim, que faz aflorar em baianos e turistas o desejo de se comunicar com o divino. A fitinha colorida – para cada pedido um nó – é o caminho mais corriqueiro. Mas adentrar a sala de milagres da igreja permite desvendar um pedaço oculto da cultura do povo. O veículo que conta essa história é o ex-voto, objeto-símbolo de gratidão por uma graça alcançada. No caso da Igreja do Bomfim, a representação vai além das tradicionais réplicas de membros do corpo, feitas de parafina. Tem fotografia, resultado de exame médico, diploma de formatura, patente militar, imagem de santo, cópia do diário oficial, raquete, berimbau. Testemunho volátil “É um documento que testemunha uma história de vida, num espaço de cultura popular onde as pessoas têm a liberdade”. A história do povo, que não aparece na televisão nem no jornal, é publicizada  através dos ex-votos”, defende o pesquisador de 45 anos, que há 23 se dedica ao assunto. Curiosamente, trata-se de um “arquivo” volátil por natureza. Por conta do volume de ex-votos depositados todos os dias há décadas, é preciso descartá-los de tempos em tempos. Fotografias e outros objetos de papel são incinerados. As peças feitas em parafina são doadas às Obras Assistenciais Irmã Dulce, onde servem de matéria-prima para a fabricação de velas. Eventualmente, algo vira “souvenir” de um visitante menos temente a Deus. Traços do povo José Cláudio Alves de Oliveira coordena o projeto Ex-votos das Américas, que conta com apoio do CNPq e Fapesp. A recente viagem à Costa Rica integra a agenda de trabalho deste projeto, que já o levou também para Estados Unidos e México. As próximas pesquisas serão na Guatemala, Nicarágua, El Salvador e Porto Rico. Oliveira também coordena o Núcleo de Pesquisados Ex-votos da Universidade Federal da Bahia, onde obteve formação em museologia, história, artes visuais, comunicação e cultura contemporânea, além de atuar como professor. Atualmente, faz pós-doutorado na Universidade do Minho, em Portugal. Em suas incursões na Igreja do Bomfim, ele conta com a colaboração do padre Edson Menezes, que valoriza o papel do  ex-voto como registro da religiosidade, mas não deixa de observar a dimensão cultural da fé. “Não é à toa que Nossa Senhora tem os traços físicos e a cor década povo. No Brasil ela é negra, na América Latina é índia, na Europa é branca”, exemplifica. José Cláudio na sala de milagres da Igreja do Bomfim, que guarda ex-votosA agenda de trabalho já o levou aos Estados Unidos e México e o levará a outros países da América Central PERFIL Estudioso há mais de 20 anos da simbologia cultural dos ex-votos, professor baiano José Cláudio Alves de Oliveira pesquisa santuários e museus nas Américas Cultura de fé. Editora Rocco / Divulgação



atarde.com.br/caderno2mais

Lavagem do Bomfim 2013 com cobertura da TVE, contou com a participação nos comentários do prof. dr. da UFBA/FACOM - José Cláudio A. Oliveira


HISTÓRIA
     Em 1745, viajando para a província da Bahia e sofrendo durante a sua viagem avariações em sua nau, o Capitão Teodósio Rodrigues de Farias fez uma promessa ao Senhor Bom Jesus do Bomfim. Promessa que, chegando salvo à cidade, construiria uma igreja no local onde pudesse, bem ao alto, verificar a entrada da Baía de Todos os Santos. Certamente um local estratégico e aprazível. Daí, então, ser escolhido a colina de Montesserrat, onde hoje está situada a igreja. O referido templo levou nove anos para ser construído, e por isso só em 1754 deu-se a introdução da imagem que durante este período ficara recolhida no palácio arquiepiscopal de veraneio onde se denomina Igreja da Penha em Itapagipe (Igreja de Nossa Senhora do Rosário do Pópulo da Penha de França de Itapagipe de Baixo e Nosso Senhor Crucificado). A devoção da referida imagem viu-se acentuada gradativamente, isso porque o próprio relacionamento de seu fundador com a sociedade fizera com que as classes mais abastadas da época, que passou a visitá-la todas as sextas-feiras sem contando deixar de enviar seus escravos para, na quinta-feira, fazerem a lavagem da igreja. Sabe-se que o dia de sexta-feira se referencia a Nosso Senhor do Bomfim que no sincretismo religioso africano quer dizer Oxalá. Após a abolição da escravatura a lavagem continuou a ser efetuada por negros, que pouco a pouco foram modificando a sua forma. Isso porque deixava de ser uma obrigação religiosa. O cortejo da lavagem (procissão) tem o seu itinerário sempre a partir da Conceição da Praia, entretanto é bom que se ressalte que de início o mesmo era feito por via marítima. Os barcos ancoravam até o alto da colina. Mais tarde, com o aterro da parte da cidade baixa a viagem passou a ser feita por bondes de burros e carroças, até que, em meados da década de 1930, foi construída avenida Jequitaia, e com o advento do bonde elétrico, tornou-se mais viável e rápido o percurso. Muitos vinham a pé, outros dos mais diversos meios de transporte, até mesmo a cavalo; como ainda hoje o fazem. Com o passar do tempo, a lavagem continua, embora de forma diferente. A multidão é imensa, as barracas proliferam-se, e os peregrinos deixam a Conceição às primeiras horas da quinta-feira. Enquanto isso, desenvolve-se, na igreja, a novena em homenagem ao Santo: No início, eram várias as embarcações que vinham do interior e por não existir nenhum tipo de iluminação na cidade, grande quantidade de feixes de lenha era trazida dos mais diversos pontos do Recôncavo Baiano, por via marítima, e empilhada na lareira que dava acesso pelo fundo da igreja ao seu largo (hoje Ladeira da Lenha) no qual eram armadas fogueiras para os folguedos noturnos, que mais tarde fora substituídos pelos lampiões, seguidos dos gasômetros e finalmente pela luz elétrica. Nos dias atuais vemos um dos pontos mais visitados em Salvador. Em termos de romaria, nem tanto, embora o fluxo de ex-votos na sala de milagres seja grande. São muito os “pagadores de promessas”. Mas as romarias ficam para trás, perdendo para Candeias, Ituaçu e Bom Jesus da Lapa, todos santuários Baianos. Os ex-votos no Bomfim estão dispostos na sala de milagres e no museu dos ex-votos, ambos no corredor direito da igreja. A sala já tem os “sensores” que solicitam colocar “a graça” num pequeno baú ao chão. O museus é rico em ex-votos dos séculos XVIII até os dias atuais, ex-votos que vão da pintura aos milagritos, dos escultóricos às camisas de jogadores de futebol.
Texto: José Cláudio A. Oliveira.

 Imagem: José C.A.Oliveira

Imagem: José C. A. Oliveira

Imagem: José C. A. Oliveira

                                                   http://youtu.be/skmEDos4Gn8
O Vídeo, registra o agrupamento e interação dos devotos em frente à Igreja do Senhor do Bomfim, (na festa e lavagem das escadarias, ano de 2013) a partir da instalação da TVE (TV Educativa) de Salvador, que transmitiu ao vivo a festa religiosa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ex-votos em pauta.


         O termo ex-voto, ainda é desconhecido por muitos. Desde a sua "origem" ao seu significado, desperta muito debate, curiosidade e pesquisas. É tema de artigos, tccs, conclusões de mestrados, doutorados, e por ai vai. Então, a partir claro, do núcleo de pesquisa, e da constante pesquisa referente ao objeto, e toda a sua possível leitura, fruição, e curiosidade, segue alguns links que trabalham o tema. 


O EX-VOTO. Testemunho colocado através da desobriga em salas de milagres de igrejas e santuários católicos, em formas variadas de bilhetes, esculturas, quadros pictóricos, fotografias, mechas de cabelo, CDs, DVDs, monóculos, enfim uma infinidade de objetos que ficam no espaço denominado “de milagres”. Em um dicionário da língua portuguesa encontra-se a seguinte definição: “Quadro, imagem, inscrição ou órgão de cera ou madeira etc., que se oferece e se expõe numa igreja ou numa capela em comemoração a um voto ou promessa cumpridos”. (FERREIRA, Apud OLIVEIRA, 2009). As enciclopédias nacionais brasileiras seguem a mesma linha definidora do dicionário, ao conceituarem o ex-voto como quadro ou objeto suspenso em lugar santo, em cumprimento de promessa ou de memória de graça obtida. Ou ainda definindo-o como expressão de culto que quase sempre assume forma retributiva, concretizada na oferta de elementos materiais, em agradecimento de qualquer intervenção miraculosa ou graça recebida. (Id.) Esculápio, médico na Antigüidade, na Grécia, recebia daqueles a quem curava, a reprodução do braço, perna ou cabeça do doente. Objetos que traziam em suas formas os traços, as marcas e os sinais, artisticamente detalhados, dos males ocorridos nas referidas partes do corpo. Esse costume se generalizou a partir dos gregos, tomando conta, por volta de 2000 a.C., de grande parte do Mediterrâneo, em locais sagrados, santuários, onde os crentes pagavam suas promessas aos seus deuses.


Texto professor José Cláudio. 



http://www.cult.ufba.br/enecult2008/14423.pdf

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Lançamento da 3ª edição de 2012 da Revista Folkcom


Revista Folkcom lança terceira edição de 2012

           
A terceira edição (n. 21) da Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF) de 2012 (disponível no endereço:  http://www.revistas.uepg.br/ ou  http://www.revistas.uepg.br/index.phpjournal=folkcompage=issue&op=current), traz um conjunto de textos com leituras folkcomunicacionais sobre as manifestações da cultura popular. Em artigos, resenhas, entrevista e ensaio fotográfico, a edição apresenta valiosas incursões no universo folk ao publicar trabalhos que atualizam temáticas, propõem abordagens conceituais para o estudo de objetos da cultura e da comunicação popular e desvendam elementos folkcomunicacionais na poesia, na música, na religiosidade, na literatura, na dança, etc.
            Na seção de artigos, constam seis textos produzidos por autores que se dedicam ao estudo da cultura popular pela folkcomunicação: Maria Isabel Amphillo (UMESP), Cristian Aguilar (Universidad Austral de Chile), Eliane Mergulhão (UNIP), Amaro Xavier Braga Júnior (UFAL/UFPE), Orlando Berti, Evandro de Sousa e Joel Cardoso (UESPI), Lilian Cristina Holanda Campelo e Rogério Henrique Almeida (UNAMA).
            A seção Ensaio Fotográfico traz o tema “Coisas de feira, feira de coisas” em um trabalho produzido pela professora Maria José Oliveira em visita à Feira Livre da Avenida Brasil, que existe há 45 anos em Juiz de Fora/MG. A edição da RIF oferece ainda uma entrevista realizada por Karina Janz Woitowicz com o autor, ator e cordelista Edmilson Santini, que explica os princípios do teatro de cordel e destaca algumas de suas produções.
            A seção de Resenhas traz dois livros publicados recentemente que se relacionam com os estudos de folkcomunicação e cultura (“Festas juninas em Portugal”, de Severino Alves de Lucena Filho e “Turismo cultural e patrimônio imaterial no Brasil”, de Edson Leite), em textos produzidos por Guilherme Fernandes e André Bonsanto Dias, respectivamente. E Gabriel Carvalho participa da RIF com um texto publicado na seção Discografia sobre o CD “O sacro e o profano”, do Quarteto Colonial.
            Com este conjunto de reflexões e análises em torno da cultura e da comunicação popular, a última edição da RIF em 2012 pretende servir como espaço de debate e interlocução sobre a folkcomunicação, ao publicar colaborações de autores do Brasil e do exterior que tratam de temáticas e abordagens pertinentes à consolidação dos estudos folk.


A Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF) é um espaço editorial para publicação de trabalhos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Museu dos ex-votos do Santuário de Aparecida do Norte - São Paulo

     O termo museu vem de origem grega, que o define como a casa das musas, que era uma mistura de templo e instituição de pesquisa, voltado sobre tudo para o saber filosófico. Pois as musas na mitologia eram  as filhas Zeus, Deus do conhecimento, e Mnemosine, a divindade da memória. Então, as musas, donas da memória absoluta, imaginação criativa, ajudavam os homens a esquecer a ansiedade e a tristeza. 
     Total semelhança com o que hoje podemos comparar com o que entendemos sobre museu, não é errôneo. Mesmo que passem os tempos, os anos, um museu mantém a sua função, que é não somente expor obras de arte, mas transmitir o conhecimento, o deleite, paz, a fruição  em seu ambiente, seja por via artística  seja por via sensorial ou comunicacional. A fé claro não fica de fora. 
     Votos, Ex-votos, Promessas, Milagres; são conhecidos por testemunhos da reciprocidade de dons trocados entre o humano e o divino, no plano da organização religiosa. Através da ação corporal e/ou oferta material/materializada, em que o indivíduo agradece à seu "Santo" o benefício recebido. Tal procedimento é conhecido e sabido entre as mais diversas sociedades no decorrer da história.  O ato de uma promessa é revelado tanto no individual como no coletivo, quando vê-se toda a população de uma cidade oferecer seu tempo, vida, fé ao agradecimento, a (o) Santo (a).
     Nesse caso, podemos citar o Santuário de Nossa Senhora Aparecida - SP. Onde a fé move a cidade, o complexo  de Aparecida do Norte divide-se em Museu, Igreja Nova e Velha, Sala de Milagres. É um rico local, onde pode-se apreciar a rica comunicação de fiéis, adoradores, ou simples visitas turísticas. No caso é mais observado o turismo religioso. Em em meados do mês de outubro que também é comemorado o dia da padroeira. Todo o santuário ferve em emoção e missas ao longo do dia. Museu tem seu lugar de destaque, pois a história da Santa, tem destaque, assim como os primeiros fiéis que tiveram suas graças e com isso, contribuirão para a santificação de N.S Aparecida. Também, há o destaque para peças ex-votivas  de variadas tipologias como casas, tijolos, membros, ourivesaria, prataria dentre outras.




















SUANO, Marlene. O que é Museu.

     








sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

História sincretismo religioso e fé nesse 04 de dezembro: Santa Bárbara /Iansã




     Santa Bárbara é uma santa cristã comemorada na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa, que foi, alegadamente, uma virgem mártir no século terceiro.
      Em Portugal e no Brasil, tornou-se popular a devoção à Santa Bárbara, invocada como protetora por ocasião de tempestades, raios e trovões. No sincretismo religioso afrobrasileiro, corresponde à Iansã, ou Oiá, a deusa do rio.
     Na Bahia,  missas para homenagear a Santa serão realizadas na Igreja do Bairro da Liberdade. 



Foto: Santa Bárbara, na visão católica.

Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe

      O Projeto Ex-votos das Américas, realizou sua segundo incursão a Santuários das Américas do Norte. Foram pesquisados os Santuários de Nossa Senhora de Guadalupe e Chalma. Além de ter documentado, sinteticamente, algumas capelas e igrejas.
      Em Guadalupe, o complexo religioso é rico em manifestações culturais, e por ser um local sagrado, não ficou registro apenas na manifestação religiosa, mas também nas danças, músicas locais e regionais, procissões de várias cidades vizinhas a capital mexicana. 
      O local em si remete ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil, onde a fé move milhares de romeiros durante o ano todo para pagamento de suas graças alcançadas. Porém, há um diferencial entre os dois santuários e os pagamentos de promessas feitos. Pois em Guadalupe não há um local próprio para o recebimento do objeto ex-votivo. O fiel carrega sua graça até o santuário, ou a igreja de sua escolha, (são 4 existentes no complexo), assiste a missa, pede a benção, e retorna, com seu objeto benzido.
      Outro grande diferencial é que o movimento é constante no santuário, tendo ápices durante os finais de semana, onde pequenos grupos se dirigem cedo em romarias para pagamentos de promessas. Algo que chamou muito a atenção foi a presença de crianças (até mesmo de colo) e jovens, algo que não é muito observado nos santuários brasileiros.